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Lá vem ela, a Capela!

As prestações do terreno de 1,3 mil metros quadrados ainda estão sendo pagas, mas a previsão é que pelo menos as paredes estejam erguidas em 2019.

Nos passeios que costumavam fazer a pé pela Gleba Palhano, Dom Albano Cavallin e o Padre Rafael Solano tinham como hábito jogar medalhinhas nos terrenos baldios. Em um deles, na Rua Eurico Hummig, o gesto de benção e fé se tornou semente para uma nova capela da Paróquia São Vicente de Paulo.
“A Capela São João XXIII nasceu como um grande sonho pastoral na (Gleba) Palhano. Eu acredito que a Palhano, além de ser um lugar de novos empreendimentos de construção, também é um grande novo celeiro de missão. É uma terra que deve ser evangelizada, uma terra na qual deve ser proclamado o amor, a bondade e a misericórdia. Uma terra na qual os cristãos de todas as denominações cristãs e todas as outras denominações poderíamos perfeitamente fazer uma grande diferença em Londrina”, explica o Padre Rafael.

“Meu sonho era que nós tivéssemos um local celebrativo ecumênico, esse foi meu primeiro sonho. Fui atrás de diferentes praças que já existem no plano diretor da cidade, mas infelizmente ficou como sonho. No concreto e na realidade, essa questão do ecumenismo não é algo tão fácil. Mas pelo menos um dia Londrina poderá ter uma praça ecumênica onde possamos reunir gente de todas as denominações como, por exemplo, em Zurique (Suíça) e mesmo em Frankfurt (Alemanha), onde já existe uma grande paróquia ecumênica”, lembra o padre, que vivenciou a experiência de perto. “No mesmo dia eram seis ou sete celebrações de diferentes credos, era algo muito significativo.”

“Seria lindíssimo se pudéssemos ter promovido aqui a experiência do ecumenismo. Londrina seria a primeira cidade da América Latina a ter algo assim. Mas para isso ainda precisamos vencer muitos preconceitos, parar de pensar que o nosso grupinho é melhor que o outro”, ensina.

No terreno comprado no ano passado, já se celebram missas desde agosto, sendo que a primeira celebração aconteceu no Corpus Christi. Sob uma tenda, cerca de 170 a 200 pessoas têm participado todos os domingos, da missa às 17 horas. “Estamos pagando as prestações do terreno e pouco a pouco a comunidade vem formando seu rosto, sua via e seu caminho”, define.

Padre Rafael enfatiza que “os terrenos da Palhano, como todos nós sabemos, são caríssimos, e para construir uma capela precisamos de pelo menos mil metros. Mas Deus colocou a sua mão onde ele sabe que tem que coloca-la e compramos o terreno com a graça de Deus”.

“Vamos construir uma capela que vai ter o nome de um grande santo, o Papa de toda a grande mudança do século 20 da Igreja Católica, o papa que convocou o Concílio Vaticano Segundo, o Papa que trouxe a aproximou as pessoas do sentimento de ser Igreja e do sentido de ser Igreja em comunhão”, ensina Padre Rafael.

O projeto da Capela São João XXIII já está pronto e é assinado pelo arquiteto Leonardo. “Vai ser uma capela do estilo que o Papa Francisco gosta e que o Papa João XXII gostava. Via ter a beleza arquitetônica da simplicidade, da sobriedade. Além do Leonardo, estamos recebendo a valiosa ajuda da Plaenge”, conta. “É um projeto versátil, ecológico e com uma grande luminosidade.” Quando estiver pronta, a capela deve comportar cerca de 600 pessoas. “É um número bom”, afirma o Padre.

Ainda sem previsão de conclusão da obra, Padre Rafael avisa que está pedindo um milagre. “Quero ver construída antes de eu deixar a Paróquia, em 2019”, diz, com vontade. “Meu sonho é pelo menos deixar as paredes erguidas. E o teto também. Antes temos que fazer o subsolo, porque o estacionamento ali é algo fundamental.” “Está indo rápido, no ritmo que eu gosto, que eu quero”, completa. “E por isso mesmo estamos sempre lembrando que as pessoas precisam continuar a nos ajudar com a capela.”

Para o Padre Rafael, o mais importante é que, além das missas semanais, já está acontecendo a formação de grupos bíblicos nos prédios vizinhos. “É a Igreja que nasce nos prédios”, conta o Padre, lembrando que a nova capela vai ser um fenômeno multiplicador. “Era um sonho do Dom Albano, a igreja urbana. É também um grande desafio: se antes tínhamos a evangelização na selva, na mata, hoje é no meio dos prédios”, compara.

Dom Albano Cavallin chegou a celebrar cerca de cinco missas no terreno da nova capela. “Ele era feliz celebrando lá”, recorda Padre Rafael, que cita uma frase do arcebispo: “Aqui no meio dos prédios vai se erguer uma manjedoura para Jesus”.

“Pedi à Madre Leonia que me dessa a graça de um nome que eu pudesse confiar à capela. Então fui para Roma no final de 2015 para o Ano Santo da Misericórdia e lá Deus me deu a graça. Foi um presente porque para celebrar no altar do Papa João XXIII é algo muito difícil e chegando lá não tinha fila e eu consegui. Desde então eu peço a ele todos os dias que essa comunidade se forje, cresça e se solidifique. E que seja verdadeira.”

Para o Padre Rafael, que cresceu ouvindo falar muito de João XXIII em casa “e por quem sempre tive muito afeto”, o Papa tem “o rosto mais doce de todos que já vi. A candidez dele me impressiona”.

Por Karla Matida

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