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Dia do Nascituro é aprovado em Londrina

Após quatro anos de tramitação, cidade cria data para celebrar a vida no ventre materno

Maio, o mês de Nossa Senhora, termina com uma excelente notícia. Após quatro anos de tramitação na Câmara dos Vereadores, o projeto de lei que cria o Dia do Nascituro em Londrina foi aprovado nesta quarta-feira (30 de maio), em segunda e última votação, com 17 votos favoráveis e duas abstenções. A inclusão desta data no calendário oficial do município é uma grande vitória da causa pró-vida e vem ao encontro da ampla maioria da população, favorável à proteção das crianças no ventre materno. Só mesmo uma pequena, mas barulhenta minoria de militantes se posicionou contra esse projeto de lei tão simples e tão necessário. Mas mesmo esses ativistas não se fizeram presentes na votação de ontem. Foi uma vitória da vida e do bom senso.

A matéria, de autoria dos vereadores Péricles Deliberador (PSC) e do ex-vereador Tio Douglas foi aprovada em sua forma original. De acordo com o texto, o Dia do Nascituro será celebrado anualmente, no dia 8 de outubro. Nos artigos 2º, 3º e 4º, que mais dividiram opiniões e geraram emendas, o projeto prevê que a data poderá ser divulgada, por meio de eventos alusivos à data, em escolas, associações e demais entidades da sociedade civil organizada. Além disso, as escolas das redes pública e privada serão incentivadas a abordarem o tema “o direito do nascituro à vida” em palestras e outras atividades.

Embora se declarem contrários ao aborto, os vereadores Daniele Ziober (PPS) e Rony Alves (PTB) se abstiveram de votar a favor do Dia do Nascituro, alegando que não se sentiam à vontade para criar a nova data. “É claro que sou contra o aborto, mas avalio que as escolas não são o melhor local para trabalhar um tema de cunho religioso e familiar. Portanto não me sinto à vontade para votar este projeto”, declarou a vereadora Daniela Ziober. O vereador Filipe Barros argumentou que a defesa do nascituro, embora tenha vínculos com os valores familiares e religiosos, fundamenta-se exclusivamente numa análise racional, humanista e científica do tema. “Em um dos muitos debates sobre o projeto, a Dra. Isabella Mantovanni, respeitada estudiosa em bioética, utilizou tão somente dados objetivos e estatísticos para comprovar que as teses dos grupos abortistas não se sustentam.”

O vereador Péricles Deliberador relembrou a longa tramitação da matéria e mostrou-se satisfeito com o resultado da votação. O parlamentar destacou que o projeto não obriga o Município a nada, apenas autoriza a promoção de eventos relacionados ao tema. “Neste dia poderemos discutir com todas as famílias o que é o nascituro e o seu direito à vida. Esta proposta diz respeito à nossa vida, presente e passada”, pontuou. O projeto de lei segue agora para sanção do prefeito Marcelo Belinati (PP).

 

Paulo Briguet

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