“Nova manjedoura de Jesus”, entre os prédios da Gleba Palhano,
Capela João XXIII completa um ano.

Foi uma tarde para ficar da memória e na história. Fotos que mostram a trajetória da capela foram colocadas em um painel, visível logo na entrada. O banner que estampa a imagem do Papa João XXIII ganhou assinaturas de todos os participantes da celebração e será guardado como lembrança do nascimento desta comunidade.

A Capela João XXIII completou um ano de existência com uma missa emocionante, celebrada pelo padre Rafael Solano e diácono Ricardo Magno da Silva. O Evangelho do primeiro domingo de agosto falava sobre a transfiguração, narrada por Mateus (Mt 17, 1-8). Jesus leva Pedro, Tiago e João até o alto de uma montanha e Seu rosto resplandece como o sol. Então Pedro diz “Senhor, como é bom para nós estarmos aqui” e se oferece para levantar três tendas, uma para Jesus, outra para Moisés e outra para Elias.

Quase dois mil anos depois, aqui estamos nós, erguendo nossa tenda diante da face resplandecente de Jesus, presente na Eucaristia. Não no alto de uma montanha, mas em um terreno com vista para a natureza do Aterro, de onde assistimos, todo domingo, a partir das 17h, o sol se pôr, para o início de uma nova semana, com a palavra de Jesus nos encorajando “não tenhais medo”.

No próximo mês o terreno estará quitado e será iniciada a etapa da construção. O projeto arquitetônico está pronto e o padre Rafael ressalta o detalhe que mais gosta: “As portas serão enormes, para quem quiser entrar. Será uma capela para todos, sem nenhum tipo de distinção”.

Por enquanto, a estrutura é sustentada por pedras vivas: os fiéis que doam seus dons para realização de cada encontro com Eucaristia. Pois, “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles” (Mt 18, 20). Nesta capela, feita de gente e de fé, formaram-se novos grupos de ministros e, todo domingo, voluntários abrem um container, e organizam a missa. No final da celebração, cada participante recolhe sua cadeira e ajuda na organização do espaço.

Neste domingo teve festa depois da missa! Cada participante trouxe comida ou bebida para partilhar. Também teve bolo de aniversário e homenagens pelo dia do padre e pelas vocações dos ministros ordenados. Padre Rafael fez uma referência importante a Dom Albano Cavallin. O arcebispo emérito de Londrina, falecido em fevereiro, impulsionou o sacerdócio de Solano e a vinda dele para a Paróquia São Vicente de Paulo. A última missa que Dom Albano celebrou foi justamente na capela João XXIII.

Assim como Pedro, sentimos gratidão em nossos corações: “Senhor, como é bom para nós estarmos aqui”, nesta nova “manjedoura de Jesus, entre os prédios” – era assim que Dom Albano chamava nossa capela e que assim ela seja sempre.

Serviço:
Quem quiser contribuir com a construção da Capela João XXIII deve procurar a secretaria da Paróquia São Vicente de Paulo. As missas são abertas à toda comunidade, aos domingos, 17h, na rua Eurico Hummig, perto do aterro do Lago Igapó.

Por Livia Oliveira
Fotos: Ademar Massao Kawanishi

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