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Padre Rafael Solano comenta passagem do Papa Francisco pela Colômbia

Pároco avaliou como “positiva” a visita do pontífice em sua terra natal

Entre os dias 6 a 11 de setembro o Papa Francisco esteve de passagem pela Colômbia. Foi a terceira visita de um pontífice no país, sendo Paulo VI (em 1968) e João Paulo II (1986) os outros papas que estiveram no território colombiano.

No total, Francisco visitou quatro cidades – a capital Bogotá, Villavicencio, Medellín e Cartagena. Os compromissos de sua agenda eram divididos entre visitas a instituições sociais, encontros com autoridades políticas e religiosas e a realização de celebrações, onde dois mártires colombianos foram beatificados: o bispo Jesús Emilio Jaramillo (1916-1989) e o sacerdote Pedro Maria Ramírez (1899-1948).

Natural de Neiva, vigésima cidade mais populosa da Colômbia, o padre Rafael Solano estava em viagem por Fátima, em Portugal durante o período que o Papa visitava seu país de origem. No entanto, o pároco da Paróquia São Vicente de Paulo comentou as suas impressões sobre o papa eleito em março de 2013.

“Pelo o que eu pude acompanhar, a visita do Papa foi muito positiva. A presença dele dinamizou a Colômbia, assim como fez João Paulo II há 31 anos, quando o país viveu uma experiência lindíssima chamada ‘7 dias brancos’, onde o exército e a guerrilha não tiveram confrontos armados. Em quatro dias, Francisco trouxe a dinamicidade desta paz”, disse o padre.

Em 2016, depois de 53 anos de conflitos, o governo colombiano assinou um acordo de paz com o ex-grupo de guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que se transformou no partido político Força Alternativa Revolucionária Comum. Mesmo com alguns acordos de cessar-fogo sendo feitos, o padre ressalta o “sinal de alerta” que os seus conterrâneos carregam. “Todo mundo na Colômbia está pensando em paz, mas ainda enfrenta situações muito delicadas neste processo, como as famílias que foram prejudicadas por anos de violência, o conflito da droga e as discussões crescentes sobre os paramilitares. Você vai à Colômbia e vê que existe um estado de tensão, e isto não se apaga com um tratado de paz”, afirma.

Após a visita, o Papa Francisco classificou o colombiano como “um povo nobre, que não têm medo de se expressar e de mostrar aquilo que sente” e que o país vive um “catolicismo majoritário”. Sobre as frases, o nosso pároco também expressou a sua opinião. “Ele (Francisco) captou muito bem o nosso jeito. Eu que moro aqui (no Brasil) há 22 anos sinto isso. Nós colombianos nunca tivemos problema em demonstrar o que sentimos. A nossa forma de ser, penso, é a nossa nobreza”. Já na segunda frase, o padre citou os números aproximados de pessoas que acompanharam as celebrações feitas pelo pontífice. “2 milhões de pessoas na missa em Medellín. 2 milhões em Bogotá e 1,7 milhões em Cartagena. Nunca vi isso na Colômbia. A forma com que somos católicos é a nossa maior expressão”, conclui.

Por Edson Neves

     

 

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