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Metodologia do Intereclesial: Ver, Julgar e Agir

Estrutura de trabalho do evento das CEB’s é baseada em método criado por cardeal belga

O Intereclesial de Bases das CEB’s, que terá a sua edição de número 14 a ser realizada em Londrina entre os dias 23 a 27 de janeiro, possui uma metodologia de encontro baseada no método “Ver, Julgar e Agir”, criado pelo cardeal belga Joseph Léon Cardjin, fundador da Juventude Operária Catóica (JOC) e que está em processo de beatificação.

O método foi muito utilizado na Ação Católica e Pelo Concílio Vaticano II (1962-1965) tanto que um ano antes – em 1961 – o Papa João XXIII reconheceu de maneira formal o método em sua publicação Mater et Magistra. Na Igreja da América Latina, o método ficou muito popular a partir da década de 1950, quando a Confederação dos Bispos da América Latina e Caribe e entre as pastorais populares. Atualmente, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também se utiliza da prática.

O “Ver, Julgar e Agir” possui uma total relação com o tema do 14º Intereclesial, pois faz com que nós saiamos da nossa zona de conforto para assumir compromissos na transformação do mundo urbano, tudo em comunidade.

Ver

O “Ver” caracteriza-se por um olhar crítico e concreto a partir da realidade da pessoa e dos acontecimentos que a cercam, tendo como modelo Jesus Cristo, que assumiu a vida humana, viveu a vida dos seres humanos, assumiu nossas fraquezas e problemas, e nos ajudou a superá-los. 

Julgar

O “Julgar” tem a função de iluminar, criticar e confrontar a realidade na perspectiva cristã, com o objetivo de analisar as causas e consequências dos fatos observados. Para se trabalhar bem o julgar, deve-se ter um bom conhecimento da realidade humana e social (o Ver), conhecimento das doutrinas da Igreja, afinidade com a Palavra de Deus, humildade e bom senso.

Agir

Quando chega ao “Agir”, o momento é de encaminhar uma ação transformadora da realidade constatada nas etapas anteriores. O Agir deve ser uma transformação que atinge todos os níveis do indivíduo, causando consequências diretas e indiretas na sociedade e na comunidade eclesial. É o momento de tomar decisões orientadas pelas exigências do Projeto de Deus, assumindo de forma consciente o compromisso de responder a renovação da Igreja e a transformação da realidade vivendo com irmãos. Assim, poderemos servir à comunidade e aos mais necessitados, lutar por justiça e buscar o bem comum.

O procedimento faz VER com os olhos do Pai, JULGAR coerentemente segundo os ensinamentos e exemplos do Filho e da comunidade, e AGIR sob a influência do Espírito Santo.

 

O método Ver, Julgar e Agir nos ajuda a:

 – Situar-se diante da realidade concreta;

– Confrontar a realidade com a Palavra de Deus;

– Encaminhar uma ação transformadora para melhorar, corrigir e até transformar uma realidade;

– Avaliar a caminhada e o engajamento de um grupo ou vários grupos;

– Celebrar liturgicamente essa realidade.

– Trabalhar as reais necessidades das pessoas;

– Clarear o (s) conteúdo (s) que se transmite;

–  Vincular a teoria à pratica;

– Envolver as pessoas, exigindo a participação nos encontros;

– Dar vida e significado ao conteúdo (doutrina);

– Alegrar o ambiente, provocando a participação de todos (as);

– Desenvolver a capacidade de observação e compromisso;

– Diminuir os gastos, o tempo e a aproveitar melhor os recursos;

– Estimular a criatividade, o trabalho grupal e a co-responsabilidade;

– Dar mais segurança diante dos desafios e barreiras;

– Evitar a improvisação;

Fonte: DNC – Diretório Nacional de Catequese. pgs 106 a 108. Brasilia: Edições CNBB, 2006.

 Por Edson Neves

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